Sociedade Brasileira de Endocronologia publica consenso para tratamento da deficiência de vitamina D

A hipovitaminose D é altamente prevalente e constitui um problema mundial de saúde pub-generic-guidelinespública. Estudos demostram uma elevada prevalência dessa doença em diversas regiões geográficas, incluindo o Brasil. Pode acometer mais de 90% dos indivíduos, dependendo da população estudada.
Com objetivo de apresentar uma atualização sobre o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D baseada nas evidências científicas mais recentes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) concebeu as novas diretrizes. A SBEM é composta por membros especialistas no tratamento da deficiência de vitamina D e este documento tende a auxiliar grandemente os profissionais de saúde atuais.
Embora reconheçamos a inegável importância, ainda consideremos que, em muitos pontos, as recomendações sejam demasiadamente conservadoras. Como neste exemplo, a recomendação de níveis superiores a 30 (nível mínimo atualmente no Brasil) para grupos de maior risco:

“Concentrações de 25(OH)D acima de 30 ng/mL são desejáveis e devem ser as metas para populações de maior risco, pois, acima dessas concentrações, os benefícios da vitamina D são mais evidentes, especialmente no que se refere a doenças osteometabólicas e redução de quedas.”

As ações extra esqueléticas da vitamina D, por sua vez, são definidas como “recomendações grau B”, o que equivale a dizer que são evidências baseadas em estudos prospectivos não randomizados. Os tópicos abordados incluem:

  • Vitamina D e doença cardiovascular;
  • Vitamina D e diabetes;
  • Vitamina D e câncer;
  • Vitamina D e doença autoimune;
  • Vitamina D e imunidade inata;
  • Vitamina D e psoríase;
  • Vitamina D e doenças respiratórias;
  • Vitamina D e função física e cognitiva em idosos;
  • Vitamina D e obesidade.

Muitas das recomendações parecem até bem razoáveis, demonstrando uma certa experiência com o uso de vitamina D e bom senso clínico. Sem dúvida a elaboração deste consenso representa um passo importante para o tratamento desta séria condição de saúde, ainda não devidamente reconhecida e tratada.

 Você pode ler o documento na íntegra aqui.