Baixos níveis de vitamina D associados aos distúrbios respiratórios

Baixos níveis de vitamina D estão associados à distúrbios respiratórios, de acordo com umashutterstock_123178315-e1368563960105-620x408 nova pesquisa publicada no Journal of the American Geriatrics Society.  Algumas doenças respiratórias comuns previamente associadas com baixos níveis de vitamina D incluem a asma, infecções do trato respiratório superior e inferior, pneumonia, tuberculose e outras.

Vasant Hirani, PhD, do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College London Medical School, relata uma associação inversa entre o status de vitamina D e incidência de doenças respiratórias.

Dr Hirani coletou dados sobre 2.070 adultos com 65 anos ou mais que participaram da pesquisa Health Survey for England de 2005. Os níveis de vitamina D foram avaliados, juntamente com distúrbios auto-referidos de longo prazo do trato respiratório, dados demográficos e fatores relevantes do estilo de vida.

Os participantes que estavam severamente deficientes (<14 ng/ml) foram duas vezes mais propensos a sofrerem de uma doença respiratória que aqueles no quartil mais elevado (> 25 ng/ml). Os participantes com deficiência moderada (14 a 20 ng/ml) tinham aumento de 1,75 da probabilidade de sofrerem de uma doença respiratória.

Dr Hirani, explica: “Garantir níveis de 25(OH) D adequados é de importância para a saúde pública das populações idosas que vivem em latitudes do norte e pode ser uma maneira eficaz de prevenir infecções respiratórias concomitantes e complicações relacionadas em pessoas mais velhas. Mais estudos são necessários para investigar se a suplementação de vitamina D pode reduzir a incidência e as exacerbações de doenças respiratórias. “

Já existem algumas pesquisas na área, incluindo um estudo que constatou que a suplementação de vitamina D reduziu as exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica nos severamente deficientes.

Referências

Hirani V. Associations between vitamin D and self-reported respiratory disease in older people from a nationally representative population survey.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Os efeitos da vitamina D sobre a saúde músculo-esquelética, imunidade, auto-imunidade, doenças cardiovasculares, câncer, fertilidade, gravidez, demência e mortalidade: Uma revisão de evidências recentes

Uma ótima ingestão de vitamina D e seu status são importantes não só para os ossos e no 66048-2-walking-trailsmetabolismo do cálcio/fosfato, mas também para a saúde e bem-estar geral. A deficiência e insuficiência de vitamina D como um problema geral de saúde tendem a ser um risco para um amplo espectro de doenças agudas e crônicas.

Em um  estudo publicado em 28 de março na revista  Autoimmunity Reviews, os pesquisadores Pawel Pludowski, Michael F. Holick, Stefan Pilz e seus colegas fizeram uma revisão de estudos randomizados controlados, meta-análises e outras evidências da ação da vitamina D em vários desfechos de saúde.

Eles relatam que o status adequado de vitamina D se mostra protetor contra doenças músculo-esqueléticas (fraqueza muscular, quedas, fraturas), doenças infecciosas, doenças auto-imunes, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, vários tipos de câncer, disfunções neurocognitivas, doenças mentais e outras doenças, bem como a infertilidade e resultados adversos da gravidez e do parto. A deficiência/insuficiência de vitamina D foi associada a todas as causas de mortalidade.

Os autores concluem:

“A suplementação adequada de vitamina D e exposição solar sensata para alcançar um status ideal de vitamina D estão entre os fatores de linha de frente da profilaxia para uma gama de transtornos. Orientações de suplementação e estratégias populacionais para a erradicação da deficiência de vitamina D devem estar incluídas nas prioridades dos médicos, profissionais da área médica e decisores políticos de saúde”.

Fonte

“Vitamin D effects on musculoskeletal health, immunity, autoimmunity, cardiovascular disease, cancer, fertility, pregnancy, dementia and mortality—A review of recent evidence”. Autores: Pawel Pludowski, Michael F. Holick, Stefan Pilz, Carol L. Wagner, Bruce W. Hollis, William B. Grant, Yehuda Shoenfeld, Elisabeth Lerchbaum, David J. Llewellyn, Katharina Kienreich, Maya Soni.

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Novo estudo: O efeito da vitamina D na resistência à insulina em pacientes com diabetes tipo 2

Durante a última década, numerosas doenças não-esqueléticas foram relatadas estarem m220851715associadas com a deficiência de vitamina D, incluindo o diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Diferentes estudos fornecem evidências de que a vitamina D possa desempenhar um papel funcional na tolerância à glicose através dos seus efeitos sobre a secreção de insulina e a sensibilidade à insulina. Um novo estudo no Irã, publicado online em 26 fevereiro na revista Diabetology and Metabolic Syndrome, avaliou os efeitos da suplementação de vitamina D na resistência à insulina em pacientes com DM2.

Pesquisadores do Centro de Pesquisas das Desordens da Tireóide e do Departamento de Endocrinologia, da Universidade de Ciências Médicas, no Irã recrutaram cem pacientes com DM2 (70% mulheres e 30% homens), com idades entre 30 e 70 anos, para participarem do estudo. Eles foram avaliados quanto à clínica e bioquímica. A insulina sérica, níveis de 25(OH)D e HOMA-IR (Homeostasis Modelo f Assessment – Insulin Resistance) foram calculados. Todas as medições foram realizadas no inicio e no final do estudo. Os pacientes receberam 50.000 UI de vitamina D3 oralmente por semana, durante oito semanas. Após o estudo os autores concluíram:

“Os nossos dados mostraram melhorias significativas na GPJ, insulina e HOMA-IR após o tratamento com vitamina D, sugerindo que a suplementação de vitamina D possa reduzir a resistência à insulina em diabetes. Recomenda-se que a suplementação de vitamina D deva ser incluída no tratamento do diabetes tipo 2″.

Fonte

“The effect of vitamin D on insulin resistance in patients with type 2 diabetes”. Autores Afsaneh Talaei, Mahnaz Mohamadi e Zahra Adgi.

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A avaliação dos efeitos de altas doses de vitamina D em pacientes com psoríase e vitiligo: Um estudo brasileiro

A autoimunidade tem sido associada com a deficiência e a resistência à vitamina D. Altas shutterstock_71957524-e1361470707727-620x342doses de vitamina D3 podem concebivelmente compensar esta resistência hereditária quanto aos seus efeitos biológicos. Um estudo recente conduzido por pesquisadores brasileiros e publicado online na revista Dermato Endocrinology teve como objetivo avaliar a eficácia e segurança do tratamento prolongado com altas doses de vitamina D3 em pacientes com psoríase e vitiligo.

O pesquisador Danilo Finamor da Universidade Federal de São Paulo e seus colegas, recrutaram nove pacientes com psoríase e dezesseis pacientes com vitiligo, que receberam 35.000 UI de vitamina D3 uma vez por dia durante seis meses, em associação à uma dieta pobre em cálcio (evitando produtos lácteos e alimentos enriquecidos com cálcio, como aveia, arroz ou “leite” de soja) e hidratação com um mínimo de 2,5 L por dia.

Todos os pacientes com psoríase foram marcados de acordo com o “Psoriasis Area Severity Index” (PASI) no início do estudo e após o tratamento. Todos os pacientes apresentaram baixos níveis de vitamina D (≤ 30 ng/mL) no início do estudo. Após o tratamento os níveis de 25(OH)D3 aumentaram significativamente e os níveis de PTH diminuiram significativamente. A pontuação PASI melhorou significativamente em todos os nove pacientes com psoríase. Quatorze dos dezesseis pacientes com vitiligo tiveram de 25 a 75% de repigmentação. A uréia sérica, creatinina e o cálcio (total e ionizado) não se alteraram e a excreção do cálcio urinário aumentou dentro do intervalo de normalidade.

Os autores concluiram:

“A terapia com altas doses de vitamina D3 pode ser segura e eficaz para pacientes com psoríase e vitiligo”.

Fonte

“A pilot study assessing the effect of prolonged administration of high daily doses of vitamin D on the clinical course of vitiligo and psoriasis”. Autores: Danilo C Finamor, Rita Sinigaglia-Coimbra, Luiz C. M. Neves, Marcia Gutierrez, Jeferson J. Silva, Lucas D. Torres, Fernanda Surano, Domingos J. Neto, Neil F. Novo, Yara Juliano, Antonio C. Lopes e Cicero Galli Coimbra.

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Walter Feldman pede audiência pública para discutir o papel da vitamina D na saúde

O deputado Walter Feldman (SP) solicita a realização de audiência pública na Walter-Feldman-Foto-George-Gianni-300x200Comissão de Seguridade Social e Família para debater o papel da vitamina D na saúde pública do Brasil. O tucano quer convidar o Dr. Michael F. Holick, maior especialista mundial em vitamina D e autor do livro “Vitamina D – Como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes” e o Dr. Cícero Galli Coimbra, professor do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo e maior autoridade brasileira sobre o tema.

Conforme destacou o tucano, grande parte da população mundial sofre com baixos índices da vitamina D, decorrente da pouca exposição ao sol. Segundo ele, essa vitamina atua na prevenção, tratamento e até na cura de diversas patologias, desde doenças ósseas a distúrbios mentais e doenças autoimunes. “A hipovitaminose é um problema de saúde pública. O brasileiro deixou de tomar sol com medo especialmente do câncer de pele e isso está levando não só o Brasil, mas o mundo, a uma epidemia global de baixos índices de vitaminada D muito grave. Isso compromete os sistemas ósseo, muscular e imunológico, o que ocasiona uma quantidade maior de infecções, de doenças autoimunes e até de câncer”, explicou nesta sexta-feira (10).

De acordo com Feldman, a exposição ao sol é a única fonte capaz de prover a quantidade suficiente da vitamina para suprir as necessidades fisiológicas, visto que as fontes alimentares são irrisórias. O parlamentar afirmou que o uso indiscriminado de protetores solares impede a absorção da vitamina. Diante disso, o deputado destaca a relevância do debate com os pesquisadores. “A importância de trazê-los é que eles têm sido as pessoas destacadas no tratamento do uso da vitamina D”, resumiu.

Feldman é autor de projeto de lei que visa garantir um período diário mínimo de exposição ao sol para assegurar à população a manutenção de taxas adequadas de vitamina D. Segundo o texto, os brasileiros deverão usufruir do sol no mínimo 15 minutos por dia, três vezes por semana. A proposta determina também que o leite seja enriquecido com a vitamina. “Nós apresentamos esse projeto para as pessoas tomarem sol, sem nenhum risco, de maneira orientada, e a colocação da vitamina D em algum alimento, particularmente o leite, o que já vem sendo feito na Europa e nos Estados Unidos”, afirmou.

O deputado destacou pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), segundo a qual o percentual da população paulistana afetada com deficiência da vitamina D atinge 77% no inverno e 40% no verão. Feldman ressaltou que o problema é causa determinante de aumento nos gastos públicos e privados também no Brasil, além de ser extremamente prevalente nas populações urbanas, mesmo em países tropicais.

Fonte Portal PSDB

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Aumento da vitamina D está ligado a uma recuperação mais rápida das lesões musculares

Níveis suficientes de vitamina D podem aumentar a taxa de recuperação da força muscular shutterstock_103382996-e1367367670229-620x359após exercícios intensos, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Nutrients.

A fraqueza muscular prejudica milhões de pessoas todos os dias, com problemas decorrentes do envelhecimento, doenças, sedentarismo, uso excessivo ou de exercícios intensos.

Tyler Barker, PhD, e colegas estavam interessados ​​em saber se a vitamina D poderia ajudar. Eles recrutaram 14 adultos fisicamente ativos para participar do estudo. Cada participante tinha uma perna randomizada como controle, enquanto na outra realizaram um protocolo de exercícios intensos. A vitamina D sérica foi medida antes e imediatamente após os exercícios.

Os pesquisadores descobriram que, após exercícios, as concentrações de vitamina D aumentaram imediatamente, mas dentro de alguns minutos, os níveis diminuíram. Como esperado, a fraqueza muscular da perna exercitada persistiu em comparação com a perna de controle, após o exercício. O status da vitamina D inversamente previu a fraqueza muscular. Em outras palavras, quanto maior o nível de vitamina D, menos fraqueza muscular o participante experimentou imediatamente após o exercício, bem como os dias seguintes.

Dr. Barker e seus colegas concluem:

“… Manter uma concentração sérica adequada de 25(OH)D poderia atenuar a fraqueza muscular após exercícios intensos. Tendo em conta a possibilidade de um aumento das concentrações de 25(OH)D no sangue, futuras pesquisas investigando a influência de diversas intervenções de vitamina D no combate à fraqueza muscular após agressões musculares são encorajadas em seres humanos. “

Referências

Barker T, Henriksen VT, Martins TB, Hill, HR, Kjeldsberg CR, Schneider ED, Dixon BM, Weaver LK. Higher serum 25-hydroxyvitamin D concentrations associate with a faster recovery of skeletal muscle strength after muscular injury. Nutrients 2013.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte Vitamin D Council

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Redução dos níveis de vitamina D associada à pneumonia

Um breve relatório publicado online em 17 de abril de 2013 do Journal of Epidemiology older-couple-siaand Community Health, revela um efeito protetor para os níveis mais elevados de vitamina D contra o risco de desenvolvimento de pneumonia.

O estudo incluiu 723 homens e 698 mulheres com idades entre 53 e 73 anos, inscritos no Estudo dos Fatores de Risco das Doenças Isquêmicas do Coração em Kuopio. Os indivíduos estavam livres de pneumonia e outras doenças pulmonares no início da pesquisa. As amostras de soro sanguíneo obtidas no momento da inscrição foram analisadas quanto aos níveis de 25-hidroxivitamina D3, cuja média foi de 17,43 ng/mL. Os participantes foram acompanhados por uma média de 9,8 anos, em que 73 pessoas foram hospitalizadas pelo menos uma vez, devido à pneumonia.

Um maior risco de pneumonia foi observado em associação com aumento da idade. Os pesquisadores Alex Aregbesola e colegas da Universidade do Leste da Finlândia do Instituto de Saúde Pública e Nutrição Clínica descobriram que homens e mulheres cujos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D3 estavam no menor tercil entre os participantes tiveram 2,6 vezes o risco de contrair pneumonia, em comparação com aqueles cujos níveis eram mais elevados. Os homens foram mais propensos a desenvolverem pneumonia que as mulheres e os fumantes mais propensos que os não-fumantes. O ajuste dos dados para vários fatores não modificou os resultados.

O presente estudo é o primeiro a demonstrar uma associação entre os níveis insuficientes de vitamina D e um maior risco de pneumonia entre indivíduos que estão envelhecendo, na população geral. Os resultados corroboram com os da pesquisa anterior, que indicaram que a redução dos níveis de vitamina D está associada a um maior risco de infecções. Nos países do norte, como a Finlândia, a exposição ao sol durante o inverno é insuficiente, necessitando de suplementação de vitamina D. Os autores sugerem que a deficiência de vitamina D seja um problema de saúde pública e recomendam novas pesquisas.

Referências

“Serum 25-hydroxyvitamin D3 and the risk of pneumonia in an ageing general population”. Autores: Alex Aregbesola, Sari Voutilainen, Tarja Nurmi, Jyrki K Virtanen, Kimmo Ronkainen, Tomi-Pekka Tuomainen.

Tradução Vitamina D – Brasil

Fonte LifeExtension

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